domingo, 22 de maio de 2011

Música de Domingo - Attaque 77

Attaque 77 é uma banda argentina formada em meados dos anos 1980, quando um grupo de amigos se uniu para tocar covers dos Ramones.

Primeira formação: os irmãos Federico Pertusi (voz) e Ciro Pertusi (baixo), Mariano Martínez (guitarra), Danio Caffieri (guitarra) e Claudio Leiva (bateria).

Em 21 de Outubro de 1987 a banda fez seu show de estréia na casa de shows Cemento, abrindo o show da banda Descontrol, que escolheu Attaque por conta da sua relação com o punk rock inglês.

Já no início de 1988, em um de seus ensaios, gravaram de forma caseira uma fita cassete com o nome de "Yo te amo", para mostrar às gravadoras. Algumas das canções contidas na fita acabaram por ser gravadas em discos da banda no futuro. A canção que dá nome à fita acabou por tornar-se um grande sucesso, e posteriormente um clássico para os fãs da banda porteña. O primeiro show após o lançamento do primeiro álbum foi no festival "Invasión 88", que reunia diversas bandas de punk rock argentinas.

De lá pra cá mesmo mantendo-se fiel as letras de cunho político-social, tornaram-se uma das bandas mais populares da Argentina e da América Latina.















sábado, 21 de maio de 2011

Entrevista da Professora Amanda Gurgel


Amanda Gurgel: “É necessário transformar nossa angústia em ação”


Em entrevista ao Portal, a professora e militante do PSTU, Amanda Gurgel, que calou deputados no Rio Grande do Norte em discurso durante audiência pública, falou sobre a repercussão nacional de seu vídeo e o cenário caótico da educação no estado e no Brasil.



A professora e ativista Amanda Gurgel

Portal O vídeo em que você denuncia a situação precária da educação pública já superou as 100 mil visualizações no YouTube e chegou à lista brasileira dos Trending Topics, no Twitter. Como você vê toda essa repercussão?
Amanda Gurgel Em primeiro lugar, é importante falar sobre a minha surpresa diante de tamanha repercussão daquelas palavras que não são só minhas, mas de toda uma categoria, não só aqui no Rio Grande do Norte, mas em todo o Brasil, como se comprova nos diversos comentários postados sobre o vídeo. Também não imaginei que as pessoas que não vivem o nosso cotidiano não conhecessem à rotina de um professor e do funcionamento de uma escola pública. Então, diante de informações tão reais, acredito que a repercussão do vídeo se deve ao fato de minha fala ter sido dirigida à Secretária de Educação, Betânia Ramalho, à promotora da educação e aos deputados, figuras que ocupam postos elevados na sociedade, a quem as pessoas geralmente não costumam se reportar, tanto por não terem oportunidade quanto por se sentirem coagidas, ou por se sentirem inferiores. Enfim, talvez pela combinação desses dois fatores: tanto pela expressão de um sentimento contido, comum a todos nós, quanto pela atitude diante de deputados.

Portal O vídeo foi gravado durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Qual era a razão da audiência? Qual o objetivo daquele debate?
Amanda Gurgel Era uma audiência pública com o tema “O cenário da educação no RN”. O objetivo era debater as questões da educação no estado, apontando alternativas para os seus problemas. A princípio, não se pretendia discutir a greve dos professores e funcionários, mas diante da nossa presença essa intenção foi rechaçada.

Portal – Como você avalia a situação da educação pública hoje no Rio Grande do Norte e no Brasil?
Amanda Gurgel Não existe uma palavra que melhor defina a educação aqui no estado e no Brasil do que caos. Um caos generalizado que começa na nossa formação e vai desde a estrutura precária das escolas, passando pelo caráter burocrático que ganharam as funções de coordenação pedagógica e direção, a superlotação das salas de aula, a demanda não suprida de professores chegando, finalmente, à remuneração do trabalhador que constitui a representação material do valor que é dado a nossa profissão. Mas, obviamente, todo esse caos não acontece por acaso. Há uma clara intenção da burguesia em manter a classe trabalhadora excluída dos processos que propiciem o desenvolvimento intelectual. Com isso, ela alcança dois objetivos: garante que os trabalhadores não atinjam altos níveis de cultura e pensamento crítico, conseguindo, no máximo, serem alfabetizados e aprenderem um ofício; dividir a classe trabalhadora, colocando-a em lados aparentemente opostos, como é o caso, muitas vezes, da relação entre professores e alunos ou as suas mães e os seus pais. É comum as pessoas acreditarem que greves prejudicam os alunos, quando é justamente o contrário: somente nas greves temos a oportunidade de abrir para a sociedade, os problemas que nós nos acostumamos a administrar no nosso cotidiano e que nos impedem de realizar o nosso trabalho. Somente nas greves podemos obter conquistas para a educação, pois, ainda que muitos já tenham sido envolvidos pelo discurso de que há outros mecanismos de luta que não a mobilização das massas, não é possível encontrar um caso em que nossos direitos tenham sido conquistados de outra forma. Os discursos de aparente conciliação servem apenas para mascarar ainda mais o fato de que a educação nunca foi prioridade para nenhum governo. Se não fosse assim, Dilma não teria cortado R$ 3 bilhões da educação nos primeiros dias do seu governo. Então, é necessário, em cada lugar do Brasil, transformar nossa angústia em ação. Não podemos baixar as cabeças atendendo às expectativas da burguesia. Precisamos mostrar a nossa consciência de classe e a nossa capacidade de organização.

Portal – A greve da educação no Rio Grande do Norte já atingiu mais de 90% das escolas, chegando até a 100% em regiões do interior. Na sua opinião, quais são as perspectivas da paralisação?
Amanda Gurgel Já contamos pouco mais de vinte dias de greve e a governadora Rosalba Ciarlini ainda não acenou com nenhuma proposta, tampouco uma que contemplasse as nossas reivindicações. Diante disso, a categoria tem reagido da melhor forma possível: lutando. A cada assembleia, recebemos informes de adesão das cidades do interior. Certamente, Rosalba e Betânia (secretária de educação) preparam alguma retaliação, mas estão enganadas se pensam que estamos para brincadeira. Não retornaremos às escolas sem o cumprimento do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos funcionários, a revisão do Plano dos professores, a aplicação da tabela salarial dos servidores e o pagamento de direitos atrasados. A arrecadação do Estado aumentou consideravelmente. Segundo o Dieese, só no primeiro trimestre desse ano, foram R$ 776 milhões de ICMS, o que representa R$ 110 milhões a mais do que no mesmo período do ano anterior. Além disso, de janeiro a abril, o Estado recebeu R$ 214 milhões de FUNDEB, cerca de 54 milhões a mais do que no ano anterior. Portanto, o momento não é para choradeira. O momento é para apresentação de propostas e negociação.

Portal – Você é militante do PSTU. Como aconteceu essa aproximação com o partido?
Amanda Gurgel Fui ativista do movimento estudantil e dirigente do Centro Acadêmico de Letras e do DCE da UFRN. Nessa época, tinha uma relação próxima com o PT, mas ao ingressar na categoria dos trabalhadores em educação, toda a imagem de movimento sindical que eu construíra ao longo da minha vida foi sumariamente desconstruída quando constatei a forma como a direção do PT/PCdoB dirigia a nossa entidade e utilizava a categoria como moeda de troca para benefícios próprios. Na segunda assembléia de que participei, já era oposição convicta. Mas, como havia outras oposições, aos poucos fui me localizando. Participei do congresso de fundação da Conlutas, passei a construir a oposição e algum tempo depois fiz uma reflexão e já não conseguia entender como eu podia ver que militantes tão obstinados dedicassem suas vidas à verdadeira defesa da classe trabalhadora, à defesa da classe a que pertenço, enquanto eu apenas trabalhava, trabalhava e cuidava da minha vida. Entendi que era minha obrigação dividir com eles, meus e minhas camaradas, essa tarefa. Por isso, eu entrei no PSTU.

Veja o desabafo da Professora Amanda Gurgel.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Cairo... Wisconsin... Madri

Cresce na Espanha a Revolução dos Indignados

do sítio da Carta Capital

A Junta Eleitoral Central da Espanha proibiu em todo o país qualquer manifestação desde a zero hora de sábado até às 24 horas de domingo, dia das eleições municipais, em uma clara alusão às mobilizações do movimento cidadão Democracia Real Já que, desde o último domingo, ocorrem em repúdio ao modelo político e econômico vigente e que já se espalharam em escala nacional.

Alfredo Peréz Rubalcaba, ministro do Interior, declarou que o governo só esperava o pronunciamento da junta eleitoral para decidir se ordena à polícia dispersar os manifestantes. Enquanto isso, milhares de cidadãos indignados na Porta do Sol, em Madri, na Praça da Catalunha, em Barcelona, na Praça do Pilar, em Zaragoza, e no Parasol da Encarnação, em Sevilla, entre outras, voltaram a romper o cerco policial e, uma vez mais, repudiaram a política, banqueiros e empresários.

O movimento que iniciou no dia 15 de maio, chamado 15-M ou a “revolução espanhola”, cresceu quinta-feira com panelaços que reuniram multidões em dezenas de cidades de todo o país para exigir a mudança de um sistema que consideram injusto. A revolta cresce a cada hora. Começou com uma convocatória nas redes sociais e internet para repudiar a corrupção endêmica do sistema e a falta de oportunidades para os mais jovens e acabou se estendendo para a comunidade espanhola na Itália, Inglaterra, Estados Unidos e México, entre outros países.

No quinto dia de mobilizações a afluência aumentou sensivelmente, sobretudo em Madri e Barcelona, onde dezenas de milhares entoaram palavras de ordem durante horas. Uma delas advertia: se vocês não nos deixam sonhar, nós não os deixaremos dormir.

Os manifestantes desenvolveram métodos de organização através de comissões por setores – saúde, alimentação, meios de comunicação, etc. -, que decidem cada atividade. Nas assembleias gerais decide-se a estratégia e busca-se uma mensagem política unificada que mostrem as principais razões de descontentamento e protesto. Na quinta-feira, por exemplo, decidiu-se manter a mobilização até o próximo domingo, quando ocorrem as eleições locais, e, o mais importante, confirmar a convocatória para a manifestação deste sábado.

Mais tarde, a Junta Eleitoral Central declarou ilegais as concentrações, ao considerar que elas não se ajustam à lei eleitoral e excedem o direito de manifestação garantido constitucionalmente. De fato, desde o início da semana, todas as mobilizações, concentrações e marchas da “revolução espanhola” foram declaradas ilegais pela Junta Eleitoral de Madri. Em resposta, o número de indignados se multiplicou.

Depois de conhecer a decisão da Junta Eleitoral Central, o movimento cidadão decidiu simplesmente manter o acampamento, ao mesmo tempo em que ecoou um grito unânime: não nos tirarão daqui, vamos ganhar esta revolução. Em seguida, foi lido o manifesto original do movimento em uma dezena de idiomas. O texto aponta a classe política e os meios de comunicação eletrônicos como os grandes aliados dos agentes financeiros, os causadores e grandes beneficiários da crise. Advertem que é preciso um discurso político capaz de reconstruir o tecido social, sistematicamente enfraquecido por anos de mentiras e corrupção. “Nós, cidadãos, perdemos o respeito pelos partidos políticos majoritários, mas isso não equivale a perder nosso sentido crítico. Não tememos a política. Tomar a palavra é política. Buscar alternativas de participação cidadã é política”.

A também chamada Revolução dos Indignados acusa, pela situação atual, o Fundo Monetário Internacional, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, a União Europeia, as agências de classificação de risco, o Banco Mundial e, no caso da Espanha, os dois grandes partidos: o direitista Partido Popular (PP) e o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de centro-esquerda.

A reação da direita
Desde a esquerda, há tentativas de aproximação aos indignados. O líder do governo, José Luis Rodríguez Zapatero, disse que é preciso escutar e ter sensibilidade porque há razões para a expressão desse descontentamento e dessa crítica. O líder da Esquerda Unida, Cayo Lara, defendeu o fim da submissão e do bipartidarismo, propiciado pela atual lei eleitoral.

Mas o setor duro da direita política e midiática reclamou com insistência a atuação policial para acabar com todas as mobilizações, sobretudo na Porta do Sul, e pediu inclusive ao Ministério do Interior para que adotasse meios violentos para assegurar esse fim. Uma das imagens do dia (quinta-feira) foi a do ex-ministro da Defesa durante o governo de José María Aznar, Federico Trillo, insultando com o dedo um grupo de cidadãos da revolução dos indignados.

As desqualificações mais fortes vieram, porém, dos meios de comunicação conservadores e da televisão pública de Madri, que acusaram o movimento de ser comunista, socialista, antissistema e de ter relação com o ETA. Um dos ideólogos da direita, César Vidal, foi mais além e depois de chamar, depreciativamente os manifestantes de “perroflautas” (tribo urbana também conhecida como ‘pés pretos’, formada por punks, anarquistas, hippies e ‘gente desocupada’), assegurou que estes jovens mantém contato regular com o Batasuna-ETA e que receberam cursos de guerrilha urbana, da Segi (organização de juventude da esquerda basca).

O movimento cidadão tem seu próprio canal de televisão, que transmite sem cessar as imagens da Porta do Sul (www.solttv.tv).

Tradução: Katarina Peixoto

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Pelo impeachment de Gilmar Mendes

Advogado pede impeachment de Gilmar Mendes por 'relações perigosas' com advogado da Globo, de Dantas...e de Gilmar Mendes

do Blog do Mello

O advogado comum aos três chama-se Sérgio Bermudes. Ele também é patrão de Guiomar Mendes, que trabalha no escritório de Bermudes em Brasília. Guiomar Mendes é mulher de Gilmar Mendes.


Agora entra na história um novo advogado. O nome dele é Alberto de Oliveira Piovesan. Ele entrou no Senado da República com um pedido de impeachment do ministro e ex-presidente do STF Gilmar Mendes.

Grande parte da argumentação (mas não toda) de Piavesan se baseia numa reportagem da revista Piauí sobre o Supremo Tribunal Federal e Gilmar Mendes publicada nos números 47 e 48 da revista.

A revista PIAUÍ, de circulação nacional, nos números 47 e 48, respectivamente de agosto e setembro de 2010, publicou extensa e bem elaborada reportagem de autoria de Luiz Maklouf Carvalho, jornalista há mais de trinta anos, sobre o Supremo Tribunal Federal, e na de nº 48 revelou e detalhou relações entre o Ministro Gilmar Ferreira Mendes e sua mulher, com o Advogado Sergio Bermudes, seu antigo desafeto – fato público (documento nº 11, em anexo) – até quando assumiu uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.

Os fatos divulgados pela referida reportagem (documento nº 4, em anexo), são comprometedores. Revelam recebimento de benesses e outros fatos que põem em dúvida
a isenção, a parcialidade do julgador, configurando violação a dever funcional, e em consequência a incidência do item 5 do artigo 39 da Lei Federal 1079/1950.

(...) A referida reportagem informou, dentre outros fatos, que o Advogado Sergio Bermudes hospeda o Ministro Gilmar Ferreira Mendes quando este vem ao Rio de Janeiro, e que já hospedou-o em outras localidades, além de fornecer-lhe automóvel Mercedes Benz com motorista.

A citada reportagem informou também que o Ministro Gilmar Ferreira Mendes recebeu de presente, do mesmo Advogado Sergio Bermudes, uma viagem a Buenos Aires, Argentina, quando deixou a presidência do Supremo Tribunal Federal no ano passado (2010). E que o presente foi extensivo à mulher do Ministro, acompanhando-os o Advogado nessa viagem.

A citada reportagem informou ainda que o referido Advogado emprega e assalaria, acima do padrão, a mulher do Ministro. Evidente que no recesso do lar pode ela interferir junto ao marido a favor dos interesses do escritório onde trabalha,
e de cujo titular é amiga intima (sempre segundo a citada reportagem). É o canal de voz, direto e sem interferências, entre o Ministro e o Advogado.

Se comprovados estes fatos, notadamente a viagem de presente, ficará configurada violação de dever funcional, com consequente inabilitação para o cargo, eis que
vedado o recebimento de benefícios ao menos pelo Código de Ética da Magistratura, precisamente seu artigo 17.

No pedido de impeachment há também a informação de que Sergio é um dos principais advogados da Rede Globo (pg. 20), de Daniel Dantas (pg. 22) e do próprio Gilmar Mendes (pg. 26).

A íntegra do pedido de impeachment de Gilmar Mendes está aqui, em pdf. Vale a pena ler.

Não tenho competência para julgar o conhecimento jurídico do ministro Gilmar Mendes. Mas sua avaliação e capacidade de julgamento, sim, e na minha opinião ele é um homem vaidoso e arrogante, o que denota insegurança. Sua opinião na sabatina da Folha em 2009 de que Fernando Henrique Cardoso "é um estadista" e Lula, não, mostra que ele pode entender de Direito mas não entende direito o mundo em que vive. Mendes gosta tanto de FHC que tinha (ainda tem?) um retrato de FHC em sua mesa de trabalho.

Sei que dificilmente o Senado irá peitar Gilmar Mendes. Ele mostrou que tem força no STF quando conseguiu um placar de 9 a 1 a seu favor no caso dos dois HC de Dantas. E vários dos senadores têm processos por lá e não vão querer se indispor com seus futuros julgadores.

Mas a ação do advogado Piovesan tem o grande mérito de trazer à tona as relações perigosas de Gilmar Mendes, que se forem repercutidas na mídia poderão fazer com que o imperial ex-presidente do STF tenha que vir ao distinto público explicar-se.

Se dependermos da grande mídia, sabemos que nada será feito. Portanto, temos que fazer a nossa parte divulgando a ação do advogado Piovesan e exigindo providências do Senado e da OAB - a quem o pedido de impeachment também foi entregue.

domingo, 15 de maio de 2011

Música de Domingo - Bob Marley



Bob Marley
6 /02/1945, St. Ann, Jamaica
11 /05/1981, Miami, EUA


Robert Nesta Marley foi o responsável por levar o reggae da Jamaica para o mundo. Filho de Cedella Booker, uma jovem negra, e do capitão Norval Marley, um inglês branco de meia idade, Bob conheceu pouco o pai.

No final dos anos 1950, mudou-se com a mãe para Trench Town (ou Cidade do Esgoto), uma favela da capital, Kingston, onde cresceu junto com seu amigo Neville O'Riley Livingston, conhecido como Bunny, com quem começou a tocar instrumentos improvisados.

O som que faziam era influenciado pelas músicas captadas das emissoras do sul dos Estados Unidos que tocavam Ray Charles, Curtis Mayfield e outros.
Nessa época, Bob conseguiu um emprego numa funilaria, mas um acidente no trabalho o fez largar o emprego e investir na música, junto com Bunny. Eles foram ajudados por Joe Higgs, um cantor que ainda morava em Trench Town e dava aulas de canto. Numa dessas aulas Bob e Bunny conheceram Peter McIntosh. Com ele formariam o grupo "Wailing Wailers".

Em 1962, Bob Marley foi ouvido pelo empresário Leslie Kong que o levou a gravar algumas músicas. A primeira delas foi "Judge Not". Os "Wailing Wailers" ganhou a simpatia do percussionista rastafari Alvin Patterson, que os apresentou ao produtor Clement Dodd.

O primeiro "single" do grupo, "Simmer Down", foi lançado em 1963. Nessa ocasião, Bob recebeu uma passagem para os Estados Unidos, enviada por sua mãe, que tinha se casado novamente e mudado para Delaware.

Antes da viagem, Bob conheceu Rita Anderson, uma cantora iniciante, com quem se casou em 10 de fevereiro de 1966. Marley passou oito meses com a mãe e retornando a Kingston mudou o nome do grupo para "The Wailers". Os Wailers criaram um novo selo, o Wail'N'Soul, que não vingou.

O grupo sobreviveu compondo para o cantor americano Johnny Nash com quem Bob viajou à Suécia em 1971, ocasião em que assinou contrato com a CBS. Em 1972, os Wailers promoveram o "single" "Reggae on Broadway" e fizeram o primeiro álbum, Catch A Fire.

No ano seguinte fizeram uma série de apresentações na Inglaterra e nos EUA. No mesmo ano o grupo lançou Burnin, que incluía novas versões de algumas das suas músicas, junto com faixas como "I Shot The Sheriff" (que se tornaria um sucesso mundial na voz de Eric Clapton).

Natty Dread, álbum lançado em 1975, tinha "No Woman, No Cry". Rastaman Vibrations, o álbum seguinte, atingiu o topo das paradas americanas. Bob decidiu dar um concerto no Parque dos Heróis Nacionais de Kingston, em 5 de dezembro de 1976. Logo após o anúncio do show, o governo convocou eleições para o dia 20 de dezembro. Na tarde do concerto Bob teve sua casa invadida e foi alvejado. Mesmo ferido, subiu ao palco.

Logo depois mudou-se para Londres, onde gravou o álbum Exodus, que esteve nas paradas inglesas por 56 semanas seguidas. Em 1978 fez sucesso com Kaya e voltou à Jamaica para o "One Love Peace Concert", quando fez com que o Primeiro ministro e o líder da oposição dessem as mãos no palco. Depois foi às Nações Unidas, em Nova York, para receber a Medalha da Paz.

No fim do ano, Bob visitou a África pela primeira vez. Uma turnê pela Europa e América rendeu o segundo álbum ao vivo: Babylon By Bus. Survival foi lançado em 1979 e incluía "Zimbabwe". Em 1980, o grupo foi convidado para tocar na cerimônia de independência de Zimbábue. O disco Uprising foi lançado em 1980 e gerou uma grande turnê pela Europa e Estados Unidos. Bob fez dois shows no Madison Square Garden, mas caiu doente. Teve um câncer em um membro, mas se recusou a fazer uma cirurgia de amputação por motivos religiosos. Após vários tratamentos em diversos países, Bob Marley morreu num hospital de Miami aos 36 anos.









sexta-feira, 13 de maio de 2011

A Guerra do Código Florestal

Coluna de Kennedy Alencar publicada agora à noite na Folha.com mostra que o que está ruim sempre pode piorar.

Segundo o colunista do jornal dos Frias e apresentador da Rede TV!, caso o famigerado texto do novo Código Florestal passe pela Câmara dos Deputados aonde o relator é o ex-comunista e neoruralista Aldo Rebelo e siga para apreciação do Senado, o PMDB deverá indicar o ex-governador de Santa Catarina Luiz Henrique da Silveira como relator do projeto. Noutras palavras: o PMDB dará o abraço de tamanduá no governo – que por várias razões não quer ver um código tão conservador aprovado – e de quebra colocará a raposa pra tomar conta do galinheiro.

Ao menos Luiz Henrique nunca se passou por lobo em pele de cordeiro ¬– como o antes ínclito Aldo Rebelo –, afinal quando governador sancionou uma legislação (sic) ambiental que se botada em pratica acabaria com o restinho de Mata Atlântica dos catarinenses. Felizmente a tresloucada legislação foi barrada pela Justiça.

No entanto após a frustrada patifaria cometida pelo neoruralista Aldo Rebelo – o deputado paulista tentou passar a perna em seus companheiros de Casa e na Presidenta Dilma Rousseff ao acordar um texto de consenso na quarta feira (11 de maio) e mais tarde, no mesmo dia, conspurcado com os ruralistas modificou tal texto em seu gabinete retomando pontos importantes para o agronegócio – o projeto deverá voltar à pauta na próxima semana e Luiz Henrique já fala entre os seus como senador-relator, expressando o desejo confesso de dar poder aos Estados para que definam critérios para a reserva legal (mata natural que deve ser preservada) e para as APPs (Áreas de Preservação Permanente, aquelas que tratam de topos de morros e beiras de rios, por exemplo). Para Luiz Henrique, o Código Florestal deveria criar apenas "regras gerais".

Ao que tudo indica ruralista e ambientalistas – os dois extremos opostos nessa discussão – com seus respectivos aliados, deverão ter embastes emocionantes nos próximos capítulos do Código Florestal.

Tudo isso esquecendo que o Brasil possui hoje um dos Códigos Florestais mais avançados do mundo. Em 19 de julho do ano passado um grupo de cientistas brasileiros preocupados com o rumo que tomava a construção dum novo Código Florestal redigiu uma carta aberta publicada pela prestigiada revista estadunidense Science alertando que o Brasil estaria "arriscado a sofrer seu mais grave retrocesso ambiental em meio século, com consequências críticas e irreversíveis que irão além das fronteiras do país". Os cientistas que assinaram a carta foram: Jean Paul Metzger, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), Thomas Lewinsohn, do Departamento de Biologia Animal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Luciano Verdade e Luiz Antonio Martinelli, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), da USP, Ricardo Ribeiro Rodrigues, do Departamento de Ciências Biológicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, e Carlos Alfredo Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp.

Já a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) lançaram essa semana um documento único com respostas às perguntas mais frequentes sobre a posição de ambas em relação às mudanças no Código Florestal e pediram um interim de dois anos para que se volte a discuti-lo. Ambas frisaram que no tempo gasto na intensa discussão sobre o tema faltou aporte coordenado e qualificado de ciência e tecnologia. Diante disso, sugeriram dois anos de investimento em inteligência para modernizar o Código Florestal brasileiro, além da construção de um novo pacto social de harmonização em torno do tema e que possa fomentar um amplo processo de participação dos vários setores da sociedade.

Pelo andar da carruagem e pelos ânimos acirrados, uma solução politica seria em caso de os ruralistas – representantes dos interesses do agronegócio – vierem a ganhar essa guerra, a Presidenta Dilma vetar tal retrocesso e encontrar uma fórmula mais democrática e transparente para debater um tema que envolve diretamente toda a sociedade brasileira presente e futura. Nesse caso, não consigo vislumbrar outra fórmula que não passe por uma consulta popular.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Paralisação Nacional dos Trabalhadores em Educação




Fonte: Sítio da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação

A partir de hoje até o dia 13 de maio a CNTE promoverá a Semana de Mobilização pela Educação. O objetivo é pedir aos parlamentares a aprovação ainda este ano do Plano Nacional de Educação (PNE) e cobrar dos gestores públicos o cumprimento do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) - Lei 11.738/08. O ponto alto da semana será a paralisação nacional na quarta-feira, 11 de maio. Neste dia, representantes das 41 entidades filiadas à CNTE se concentrarão em Brasília. A programação inclui ato em frente ao Congresso Nacional, reunião com o Ministro da Educação, Fernando Haddad, visitas aos gabinetes dos parlamentares e audiência pública na Câmara dos Deputados com o tema qualidade da educação. Os sindicatos de educação de todos os estados organizarão suas atividades locais.

O PISO é Constitucional

A Semana acontece em um momento crucial para a educação pública brasileira. Recentemente, os educadores conquistaram uma vitória com o fim do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.167, em que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram pela constitucionalidade da Lei do Piso do magistério. “Com esta decisão do STF, não há mais desculpas para os prefeitos e governadores não aplicarem a lei em seus municípios e estados”, afirmou o presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão.

Porém, a vitória dos educadores não encerra a luta da categoria. Mesmo considerando a hora aula-atividade constitucional (questionada pelos governadores), é possível que alguns gestores, que não têm compromisso com a educação de qualidade, não apliquem efetivamente a Lei. Nestes casos, a CNTE orienta que os sindicatos ingressem com ação judicial nos tribunais estaduais.

Plano Nacional de Educação

O Plano Nacional de Educação também está no centro dos debates dos educadores durante a Semana Nacional de Mobilização. O Projeto de Lei do PNE (PL nº 8.035/10) foi enviado ao Congresso Nacional em 15 de dezembro de 2010 e deve alcançar suas metas até 2020.

A CNTE não tem dúvidas de que o sucesso do PNE se dará com o cumprimento das deliberações da Conae, que adota como referência a luta por uma educação pública, gratuita, universal e de qualidade socialmente referenciada. “A experiência que tivemos com o PNE 2001/2010 deixou traumas na comunidade educacional, pois preteriu a maior parte das propostas construídas pela sociedade brasileira”, lembrou Roberto Leão ao destacar os vetos do então Presidente Fernando Henrique Cardoso a alguns itens do PNE 2001/2010, dentre eles, o que se referia à destinação de 7% do PIB à educação.

Atualmente o PNE está em trâmite na Câmara dos Deputados. Uma das propostas da CNTE ao PNE é que sejam destinados 10% do PIB à educação pública até 2014, e não apenas 7% até 2020, como proposto pelo MEC.

Marcha dos Prefeitos

A mobilização coincide com a realização da Marcha dos Prefeitos, que acontece em Brasília de 10 a 12 de maio. Os educadores irão aproveitar a presença dos prefeitos na capital federal para cobrar a efetiva implementação da Lei do Piso. “Existe uma história de que o pagamento do Piso aos educadores quebrará os cofres públicos. O que quebra os municípios e estados não é o pagamento do Piso, mas o desvio de verbas, como o que é destinado à educação pelo Fundeb. O trabalho desenvolvido pelos professores é tão árduo que até este valor estipulado pelo MEC ainda é baixo”, ressaltou Leão. O presidente da CNTE se refere ao valor de R$1.187,97 proposto pelo MEC e que se contrapõe ao valor de R$1.597,87, requerido pela CNTE.

O discurso de que não há verbas para o pagamento do Piso também não convence, pois no início de março, o MEC publicou Portaria (nº 213/2011) definindo critérios para os entes federados requererem a complementação da União para pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional do magistério.

Cálculo do Fundeb

Recentemente, a CNTE percebeu um erro de cálculo do valor per capita anual do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (fundeb) em 2010. Em abril do ano passado, o valor mínimo foi estimado em R$1.414,85 e somente agora se verificou que deveria ter sido R$1.529,97. A desatenção em relação à arrecadação fiscal se deve ao descaso dos ministérios da Fazenda e da Educação em não divulgar, periodicamente, os boletins de execução do Fundeb, em nível nacional.

Esta sistemática de acompanhamento da execução orçamentária, aplicada durante todo o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) e, lamentavelmente, omitida desde o início do Fundeb, tem dificultado o controle social das verbas do Fundo da Educação Básica. Caso as informações tivessem sido repassadas à sociedade, certamente o valor per capita do Fundeb de 2010 teria sofrido reajuste, naquele mesmo ano, dado que as receitas efetivas dos fundos estaduais encontravam-se significativamente superiores que as previstas nos orçamentos.

Diante disso, a CNTE acredita que a quantia de R$ 1,25 bilhão do repasse atrasado deve ser devidamente aplicada sob os critérios legais, devendo os ministérios públicos e tribunais de contas serem acionados em caso de descumprimento por parte dos gestores públicos.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Resposta de Chico Hugo a PHA

Artiguete publicado por Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada e respondido pelo companheiro Chico Hugo.

PHA em 04/05/2011:

E se Bin Laden derrubasse o Conjunto Nacional ?

Este ansioso blogueiro está impressionado com a reação de amigos navegantes à ação americana que matou Osama Bin Laden.

Primeiro, de ceticismo: não, Bin Laden não morreu.

Cadê o corpo ?

Como se o Obama ousasse desafiar os americanos, o mundo e o Partido Republicano com o anúncio de uma patranha.

Ou de indignação: foi um ato imperial.

Até o reparador de iniquidades, Stanley Burburinho, regiamente pago colaborador deste ansioso blog, pareceu cético e revoltado.

No universo do twitter, então, a descrença é generalizada.

Percebe-se até a velada esperança de que os adeptos de Bin Laden derramem sangue pelo mundo, num ato de vingança e reparação.

Neste sentido, a Folha (*), hoje, na primeira página, é exemplar:
“Morte de Bin Laden desencadeia (sic !) medo de onda global (sic !) de atentados”.

Bom Retiro, Higienópolis, cuidado !

A Folha anuncia o banho de sangue reparador como se tivesse inside information do compound de Abbottabad.

Nenhum órgão de imprensa no mundo pretendeu disseminar tanto pânico quanto a primeira página tresloucada – e provinciana – da Folha.

Vamos supor, amigo navegante, que num dia de semana, numa manhã de sol, na esquina de rua Augusta com a avenida Paulista, no gigantesco prédio do Conjunto Nacional, 3 mil brasileiros se preparassem para começar o dia de trabalho.

Vamos supor que dois aviões pilotados por agentes de Bin Laden se lançassem contra o prédio e matassem os três mil brasileiros – e alguns não-brasileiros que ali estavam.

Vamos supor que um terceiro avião pilotado por Bin Laden caísse em cima do Palácio do Planalto, em Brasília, na mesma hora, e matasse alguns funcionários.

E que um quarto avião caísse nos jardins do Palácio do Alvorada, porque heróis brasileiros se engalfinharam com os terroristas a bordo, e frustrassem o objetivo de destruir o Palácio e quem o ocupasse no momento.

Vamos supor, amigo navegante, que a ABIN, sob a liderança do ínclito delegado Paulo Lacerda, descobrisse que Bin Laden estava numa casa perto de Islamabad, capital do Paquistão.

Que a diplomacia brasileira há muito tempo desconfiasse que o Governo do Paquistão e seu discutível serviço de inteligência colaborassem com Bin Laden.

Vamos supor que a presidenta Dilma Rousseff ficasse sentada em cima das mãos.

Sabia onde estava Bin Laden e não fazia nada.

Ou, se resolvesse desfechar a Operação Gerônimo, agentes especiais da Marinha brasileira fossem recebidos a bala por Bin Laden.

Mas, em respeito aos princípios, os agentes especiais da Marinha brasileira convidassem Bin Laden para acompanhá-los a uma delegacia para fazer um BO e, em seguida, encaminhá-lo a ao Ministério Público do Paquistão.

O que diria a Folha ?

O que diriam os céticos amigos navegantes ?

Que a Presidenta é uma frouxa !

O que diria o Padim Pade Cerra ?

Que além de frouxa ela estimula o aborto !

O que diria o Ali Kamel ?

A Eliane Catanhêde ?

A urubóloga ?

Frouxa ? Covarde ? Incompetente ? Desalmada ? E os mártires do Conjunto Nacional, como reparar a dor das famílias ?

E o que você, amigo navegante, pai daquela jovem que foi trabalhar naquela manhã de sol no Conjunto Nacional, como reagiria ?

O que você diria ?


Paulo Henrique Amorim




Indignado Chico Hugo mandou o seguinte comentário:

Vamos supor?

Vamos supor que uma bomba atômica fosse lançada sobre uma cidade de 250 mil habitantes onde só viviam idosos, mulheres e crianças.

Vamos supor que três dias depois nova bomba atômica fosse lançada sobre outra cidade povoada de idosos, mulheres e crianças, mais ou menos 240 mil.

Vamos supor que terrorismo seja ato de guerra desfechado contra civis.

Vamos supor que mais de 100 mil pessoas morreram desintegradas no instante das explosões.

Vamos supor que outras 100 mil sobreviveram mutiladas durante alguns dias.

Vamos supor que outro cento de milhar tenha tido a vida abreviada e marcada pela radiatividade.

Vamos supor que gerações posteriores tenham sido vitimadas pelo envenenamento radiativo.

Vamos supor que um país jogar bomba atômica contra civis seja considerado terrorismo de estado.

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O Japão não tinha mais nem ferro e nem petróleo e preparava uma rendição honrosa.

Leo Szilard, cientista fundamental no desenvolvimento da bomba atômica, declarou:

“Se tivessem sido os alemães a lançar bombas atômicas sobre cidades ao invés de nós, teríamos considerado esse lançamento como um crime de guerra e sentenciado à morte e enforcado os alemães considerados culpados desse crime no Tribunal de Nuremberg.”

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Como bem resumiu o evangelista filósofo João – o mesmo do Apocalipse: “... Satanás é o pai da mentira...” e “... eles são assassinos”.

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Povo nascido para a covardia comemora assassinatos em praça pública.

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No aguardo de mais uma covarde censura,

ChicoHugo