Seu nome hoje é "Yusuf Islam", cidadão islâmico, nascido em Londres, em 21 de julho de 1947 e que um dia foi Steven Demetre Georgiou, mais conhecido pelo apelido de "Cat (olhos de gato) Stevens", que desde pequeno elegeu a música e o violão como sua grande paixão. Aprendeu a tocar sozinho e começou a compor, com a maior facilidade.
Muito fácil seria resumir sua biografia, relacionar sua discografia completa (que não foi pequena), relatar fatos, datas, etc.. mas, acredito ser muito mais prazeroso simplesmente "ouvir Cat Stevens"!!!
Para conhecê-lo não é preciso muito... basta prestar atenção às letras de suas músicas, pois elas, de uma forma ou de outra, retratam as fases de sua vida. Cada momento alegre ou triste porque passava, acabava virando acordes e, por conseqüência, em uma bela canção!
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domingo, 12 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Os favores de Sarney e ACM a Aecinco
Via Minas Sem Censura
Parece que não é de hoje que Aécio Neves enxerga o Estado como extensão da vida privada (o dele mesmo) e goza das benesses do poder.
Sarney e ACM deram-lhe pequenos mimos, concessões de rádio, para que o então constituinte se mantivesse do lado certo naquela ocasião, o famigerado centrão.
Aécio, em forma de agradecimento pelos mimos, também votou a favor dos cinco anos de mandato para Sarney, na época Aécio ficou conhecido entre seus pares no Congresso Nacional pela singela alcunha de "Aecinco"!

Parece que não é de hoje que Aécio Neves enxerga o Estado como extensão da vida privada (o dele mesmo) e goza das benesses do poder.
Sarney e ACM deram-lhe pequenos mimos, concessões de rádio, para que o então constituinte se mantivesse do lado certo naquela ocasião, o famigerado centrão.
Aécio, em forma de agradecimento pelos mimos, também votou a favor dos cinco anos de mandato para Sarney, na época Aécio ficou conhecido entre seus pares no Congresso Nacional pela singela alcunha de "Aecinco"!
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Convite: Palestra Dra. Ana Mércia Roberts
Ciclo de Oficinas Culturais Juventude e Cidadania
11 de Junho – Sábado, 16h
Oficina Cultural: Formas e expressões da Arte e Cultura Urbana.
Dra. Ana Mércia Roberts
University of Sheffield of London, Professora do Centro Universitário da Fundação de Ensino Octávio Bastos – UNIFEOB
Local: Instituto Cultural Companhia Bella de Artes
O Projeto Ciclo de Oficinas Culturais Juventude e Cidadania visa incentivar agentes culturais, educadores, estudantes secundaristas e universitários, jovens e adultos ligados à produção cultural a refletir sobre a cultura, a cidadania e o conhecimento científico e popular dentro de uma proposta de ensino-aprendizagem dialógica.
Dra. Ana Mércia Robertz possui graduação em Pedagogia pela Universidade de São Paulo (1968), especialização em Orientação Educacional pela Universidade de São Paulo (1970), especialização em Planejamento Social em Países em Desenvolvimento pela The London School of Economics and Political Science (1979), mestrado em Sociologia da Educação pela University of London Institute of Education (1981), mestrado em Estudos de Informação (Ciências Sociais) pela University of Sheffield - Department of Information Studies (1986) e doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (2001). Atualmente é professora universitária em duas instituições de ensino no interior paulista.
Com início às 16h, no Teatro Nicionelly Carvalho, localizado à rua Prefeito Chagas, 305, andar PL (Instituto Cultural Companhia Bella de Artes), Dra. Ana Mércia deve trabalhar junto ao público uma reflexão sobre a construção social e cultural realizada no espaço urbano. Sua tese de Doutorado, defendida na UNICAMP, em 2001 transcorre sobre esse “espaço urbano complexo gerador de identidades complexas”. Toda a experiência internacional da oficineira deverá contribuir para que a oficina seja uma das mais profundas e proveitosas do Ciclo.
Além da oficina do dia 11 de junho, Dra. Ana Mércia irá ministrar mais outras duas em escolas públicas, sendo Colégio Municipal Dr. José Vargas de Souza, dia 22 de junho, às 19:30h e Escola Estadual Professor Arlindo Pereira (Polivalente), dia 21 de junho, ambas destinadas exclusivamente a estudantes secundaristas do terceiro ano.
Maiores informações com a Coordenação do projeto: 35 – 9976 1513 Diney Lenon, com a Assessoria Pedagógica, 35 – 9854 9008 Greice Keli,
ou no blog Sociologia na Rede
Os dilemas de Ollanta
Por Atilio Borón, via Correio da Cidadania
No momento em que escrevia estas linhas, as "contagens rápidas" de todas as pesquisas davam como ganhador, por uma estreita margem, Ollanta Humala. Se confirmadas estas antecipações, o clima de renovação política e social instalado na América Latina desde finais do século passado se verá consideravelmente fortalecido. Um Peru que presumidamente abandonaria, com o novo governo, sua postura de incondicional peão do império – lamentável situação a que chegou não pelas mãos do conservador Alejandro Toledo, mas pelas do ex-líder aprista Alan García – seria um sopro de ar fresco para os governos de esquerda e progressistas de nossa América.
Não é um mistério para ninguém que Washington tenha empregado todo seu arsenal financeiro, político e propagandístico para impedir o triunfo de Humala. O nervosismo evidenciado pela "comunidade de negócios" do Peru, que bem como seus homólogos de outras partes do mundo tem acesso à informação que os demais não têm, refletia a preocupação que causava em suas fileiras a eventual derrota do fujimorismo: em função disto, a bolsa de Lima registrou uma baixa de 6%.
O establishment peruano, personificado desde o século XIX por seu intelectual orgânico, o diário El Comercio, assumiu com tal descaramento seu papel de organizador do anti-humalismo que o mesmíssimo Mario Vargas Llosa renunciou a seguir escrevendo em suas páginas. A CNNnão ficava atrás: na última sexta-feira, sua principal apresentadora, Patrícia Janiot, submeteu o candidato da coligação Gana Peru a um interrogatório que, por sua forma e seu conteúdo, a desqualificam, pela enésima vez, como jornalista e a confirma, por outro lado, como operadora política a serviço da Casa Branca. O governo de Alan García, obviamente, não ficou para trás nesta cruzada direitista. Mas seu desprestígio é tão grande que seu partido, o APRA, nem sequer pôde apresentar um candidato nestas eleições presidenciais.
Não deixa de ser significativo que, apesar do "êxito" evidenciado por seus indicadores macroeconômicos, o Peru não tenha conseguido reduzir a pobreza e a desigualdade econômica e social. Uma vez mais se comprova que, na ausência de uma forte vocação reformista, a lógica da acumulação capitalista concentra a riqueza e polariza a sociedade. O "efeito derrame" é uma superstição astutamente fabricada pelos propagandistas do império.
E, tal qual outros casos na região, seria conveniente perguntar-se o que é que se quer dizer quando se fala em "êxito". Se por tal coisa se entende o aumento do lucro dos capitalistas, o neoliberalismo certamente teve êxito; mas se "êxito" quer dizer, como deveria, maior bem-estar e melhor qualidade de vida para as grandes maiorias nacionais, autodeterminação nacional, soberania econômica, ou o "bem viver" de nossos povos originários, o experimento neoliberal foi um completo fracasso. Se não bastasse, corroeu gravemente a legitimidade dos regimes democráticos, tanto na América Latina como na Europa. Quando os "indignados" da Espanha exigem uma democracia verdadeira, estão reagindo diante da degradação política causada pelas políticas de ajuste e estabilização do FMI e do Banco Mundial.
Retomando o fio da meada de nossa argumentação, ao tentar espiar o que poderia reservar o futuro para o Peru, seria conveniente descartar hipóteses maximalistas: este país firmou um Tratado de Livre Comércio com os Estados Unidos – posto em marcha em 1º de fevereiro de 2009 – e as condições que o império introduziu neste acordo não deveriam ser subestimadas. Por outro lado, a coalizão eleitoral forjada por Humala será outro elemento restritivo caso se desperte no novo presidente a vocação "bolivariana" que muitos lhe atribuem, mas que se cuidou para não agitar durante o curso de sua campanha.
E seus inimigos, a oligarquia e as transnacionais, ambas sustentadas por Washington, são demasiado poderosas para serem desafiadas sem se preparar cuidadosamente para a batalha. Mas se trata de um homem que denunciou como poucos as injustiças que desde tempos imemoriais se perpetram no Peru, e há razões para supor que será fiel a tão nobres sentimentos.
Além disso, as lições que deixaram as recentes eleições – Chile em 2010, Espanha há duas semanas e Portugal há um par de dias – são uma sóbria lembrança de que, diante da gravidade da crise capitalista e da acentuação da congênita incapacidade deste sistema para repartir com um mínimo de igualdade os frutos do crescimento econômico (mais que evidente no "milagre peruano"), a adoção de uma política resignada e "possibilista", que continue pelo caminho não precisamente iluminado por seus antecessores, é o seguro trajeto para uma retumbante derrota em alguns poucos anos.
Há um velho ditado da teoria política que diz que os povos preferem o original à cópia: isso foi sofrido em carne e osso pela própria Concertação no Chile, o PSOE na Espanha, e o (mal chamado) Partido Socialista em Portugal. Mas, além destas notas chamando à cautela, é de se celebrar que, em um momento no qual o imperialismo na América Latina está passando à contra-ofensiva, com inusitada agressividade, cercando a região com bases militares, o triunfo de Ollanta Humala modifica sensivelmente o tabuleiro geopolítico regional num sentido contrário aos interesses imperiais.
Sua vitória bem poderia ser o marco que anuncia a reversão desta nefasta tendência. Por enquanto, a liga reacionária do Pacífico, pacientemente construída por Washington para neutralizar a Unasul e a Alba, e que teria como suportes o México, a Colômbia, o Peru e o Chile, perdeu uma de suas duas peças vitais para o controle da Amazônia, nada menos. Não é pouca coisa, brindemos com um bom pisco!
Atilio Borón é doutor em Ciência Política pela Harvard University, professor titular de Filosofia Política da Universidade de Buenos Aires e ex-secretário-executivo do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO).
No momento em que escrevia estas linhas, as "contagens rápidas" de todas as pesquisas davam como ganhador, por uma estreita margem, Ollanta Humala. Se confirmadas estas antecipações, o clima de renovação política e social instalado na América Latina desde finais do século passado se verá consideravelmente fortalecido. Um Peru que presumidamente abandonaria, com o novo governo, sua postura de incondicional peão do império – lamentável situação a que chegou não pelas mãos do conservador Alejandro Toledo, mas pelas do ex-líder aprista Alan García – seria um sopro de ar fresco para os governos de esquerda e progressistas de nossa América.
Não é um mistério para ninguém que Washington tenha empregado todo seu arsenal financeiro, político e propagandístico para impedir o triunfo de Humala. O nervosismo evidenciado pela "comunidade de negócios" do Peru, que bem como seus homólogos de outras partes do mundo tem acesso à informação que os demais não têm, refletia a preocupação que causava em suas fileiras a eventual derrota do fujimorismo: em função disto, a bolsa de Lima registrou uma baixa de 6%.
O establishment peruano, personificado desde o século XIX por seu intelectual orgânico, o diário El Comercio, assumiu com tal descaramento seu papel de organizador do anti-humalismo que o mesmíssimo Mario Vargas Llosa renunciou a seguir escrevendo em suas páginas. A CNNnão ficava atrás: na última sexta-feira, sua principal apresentadora, Patrícia Janiot, submeteu o candidato da coligação Gana Peru a um interrogatório que, por sua forma e seu conteúdo, a desqualificam, pela enésima vez, como jornalista e a confirma, por outro lado, como operadora política a serviço da Casa Branca. O governo de Alan García, obviamente, não ficou para trás nesta cruzada direitista. Mas seu desprestígio é tão grande que seu partido, o APRA, nem sequer pôde apresentar um candidato nestas eleições presidenciais.
Não deixa de ser significativo que, apesar do "êxito" evidenciado por seus indicadores macroeconômicos, o Peru não tenha conseguido reduzir a pobreza e a desigualdade econômica e social. Uma vez mais se comprova que, na ausência de uma forte vocação reformista, a lógica da acumulação capitalista concentra a riqueza e polariza a sociedade. O "efeito derrame" é uma superstição astutamente fabricada pelos propagandistas do império.
E, tal qual outros casos na região, seria conveniente perguntar-se o que é que se quer dizer quando se fala em "êxito". Se por tal coisa se entende o aumento do lucro dos capitalistas, o neoliberalismo certamente teve êxito; mas se "êxito" quer dizer, como deveria, maior bem-estar e melhor qualidade de vida para as grandes maiorias nacionais, autodeterminação nacional, soberania econômica, ou o "bem viver" de nossos povos originários, o experimento neoliberal foi um completo fracasso. Se não bastasse, corroeu gravemente a legitimidade dos regimes democráticos, tanto na América Latina como na Europa. Quando os "indignados" da Espanha exigem uma democracia verdadeira, estão reagindo diante da degradação política causada pelas políticas de ajuste e estabilização do FMI e do Banco Mundial.
Retomando o fio da meada de nossa argumentação, ao tentar espiar o que poderia reservar o futuro para o Peru, seria conveniente descartar hipóteses maximalistas: este país firmou um Tratado de Livre Comércio com os Estados Unidos – posto em marcha em 1º de fevereiro de 2009 – e as condições que o império introduziu neste acordo não deveriam ser subestimadas. Por outro lado, a coalizão eleitoral forjada por Humala será outro elemento restritivo caso se desperte no novo presidente a vocação "bolivariana" que muitos lhe atribuem, mas que se cuidou para não agitar durante o curso de sua campanha.
E seus inimigos, a oligarquia e as transnacionais, ambas sustentadas por Washington, são demasiado poderosas para serem desafiadas sem se preparar cuidadosamente para a batalha. Mas se trata de um homem que denunciou como poucos as injustiças que desde tempos imemoriais se perpetram no Peru, e há razões para supor que será fiel a tão nobres sentimentos.
Além disso, as lições que deixaram as recentes eleições – Chile em 2010, Espanha há duas semanas e Portugal há um par de dias – são uma sóbria lembrança de que, diante da gravidade da crise capitalista e da acentuação da congênita incapacidade deste sistema para repartir com um mínimo de igualdade os frutos do crescimento econômico (mais que evidente no "milagre peruano"), a adoção de uma política resignada e "possibilista", que continue pelo caminho não precisamente iluminado por seus antecessores, é o seguro trajeto para uma retumbante derrota em alguns poucos anos.
Há um velho ditado da teoria política que diz que os povos preferem o original à cópia: isso foi sofrido em carne e osso pela própria Concertação no Chile, o PSOE na Espanha, e o (mal chamado) Partido Socialista em Portugal. Mas, além destas notas chamando à cautela, é de se celebrar que, em um momento no qual o imperialismo na América Latina está passando à contra-ofensiva, com inusitada agressividade, cercando a região com bases militares, o triunfo de Ollanta Humala modifica sensivelmente o tabuleiro geopolítico regional num sentido contrário aos interesses imperiais.
Sua vitória bem poderia ser o marco que anuncia a reversão desta nefasta tendência. Por enquanto, a liga reacionária do Pacífico, pacientemente construída por Washington para neutralizar a Unasul e a Alba, e que teria como suportes o México, a Colômbia, o Peru e o Chile, perdeu uma de suas duas peças vitais para o controle da Amazônia, nada menos. Não é pouca coisa, brindemos com um bom pisco!
Atilio Borón é doutor em Ciência Política pela Harvard University, professor titular de Filosofia Política da Universidade de Buenos Aires e ex-secretário-executivo do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO).
domingo, 5 de junho de 2011
Greve dos bombeiros no Rio: Autoritarismo cabralino
Se alguém ainda tinha dúvida sobre o perfil político de Sérgio Cabral Filho, essa dúvida se desfez na manhã do último sábado quando o governador fluminense ordenou que o BOPE – o mesmo grupo especial da polícia que leva a presença do Estado em forma de terror às favelas cariocas e cujo carro blindado tem a alcunha de “Caveirão” – invadisse o Quartel Central do Corpo de Bombeiros, no centro do Rio, onde ao menos 500 bombeiros realizavam um protesto por melhores condições de trabalho e aumento salarial.
Na autoritária e fascista visão cabralina, os bombeiros em greve praticaram ato de vandalismo ao ocuparem o quartel da corporação, então, fez-se desnecessário o uso do diálogo uma vez que a força é mais persuasiva nessas condições.
"Esses 440 irresponsáveis vão responder a processos administrativa e criminalmente. A abertura do processo disciplinar já foi determinada, a criminal cabe ao Ministério Público", jactou em tom de histeria o glorioso Cabral Filho. Antes o governador fez chacota das reivindicações dos bombeiros fluminenses dizendo que o salário de R$950,00 (!!!) não é tão baixo.
Não bastasse o apartheid social idealizado e levado a cabo por sua gestão quando sitia comunidades inteiras debaixo do argumento da crise de segurança pública (que deveria, em última instância, ser garantida pela próprio Estado, oras!); a recusa em receber representantes da ONU vindos ao Brasil a fim de averiguar denúncias de arbitrariedades praticadas pelo Estado do Rio de Janeiro contra os direitos humanos; ser complacente – complacente aqui é eufemismo – com a polícia fluminense quando essa ceifa vidas e veste do preto de luto famílias esquecidas para além do limite entre pobreza e miséria, agora vemos o glorioso, probo, generoso e homem de bem Sérgio Cabral fazer chacota, criminalizar, perseguir, agredir e mandar prender funcionários públicos em greve.
Leiam o que a deputada estadual Janira Rocha (PSOL-RJ), que estava presente durante a invasão do BOPE, declarou na tarde de sábado:
“Foi terrível o que aconteceu lá dentro. O Bope [Batalhão de Operações Especiais] invadiu por trás, jogando bombas de gás e disparando balas de verdade. Tem carros dos bombeiros lá dentro arrebentados a bala. Se os bombeiros não estivessem em movimento pacífico e ordeiro poderia ter ocorrido uma tragédia”, afirmou a deputada, exibindo cápsulas deflagradas de fuzil e pedaços de bomba de efeito moral.
“Essas pessoas que estão sendo penalizadas são as mesmas que salvam vidas em incêndios e nas praias do Rio. Ganham o pior salário da categoria no Brasil. Quero saber se o governador (Sérgio) Cabral, responsável por essa operação, consegue se alimentar em Paris com os R$ 950 que são pagos a esses homens e mulheres.”
Na autoritária e fascista visão cabralina, os bombeiros em greve praticaram ato de vandalismo ao ocuparem o quartel da corporação, então, fez-se desnecessário o uso do diálogo uma vez que a força é mais persuasiva nessas condições.
"Esses 440 irresponsáveis vão responder a processos administrativa e criminalmente. A abertura do processo disciplinar já foi determinada, a criminal cabe ao Ministério Público", jactou em tom de histeria o glorioso Cabral Filho. Antes o governador fez chacota das reivindicações dos bombeiros fluminenses dizendo que o salário de R$950,00 (!!!) não é tão baixo.
Não bastasse o apartheid social idealizado e levado a cabo por sua gestão quando sitia comunidades inteiras debaixo do argumento da crise de segurança pública (que deveria, em última instância, ser garantida pela próprio Estado, oras!); a recusa em receber representantes da ONU vindos ao Brasil a fim de averiguar denúncias de arbitrariedades praticadas pelo Estado do Rio de Janeiro contra os direitos humanos; ser complacente – complacente aqui é eufemismo – com a polícia fluminense quando essa ceifa vidas e veste do preto de luto famílias esquecidas para além do limite entre pobreza e miséria, agora vemos o glorioso, probo, generoso e homem de bem Sérgio Cabral fazer chacota, criminalizar, perseguir, agredir e mandar prender funcionários públicos em greve.
Leiam o que a deputada estadual Janira Rocha (PSOL-RJ), que estava presente durante a invasão do BOPE, declarou na tarde de sábado:
“Foi terrível o que aconteceu lá dentro. O Bope [Batalhão de Operações Especiais] invadiu por trás, jogando bombas de gás e disparando balas de verdade. Tem carros dos bombeiros lá dentro arrebentados a bala. Se os bombeiros não estivessem em movimento pacífico e ordeiro poderia ter ocorrido uma tragédia”, afirmou a deputada, exibindo cápsulas deflagradas de fuzil e pedaços de bomba de efeito moral.
“Essas pessoas que estão sendo penalizadas são as mesmas que salvam vidas em incêndios e nas praias do Rio. Ganham o pior salário da categoria no Brasil. Quero saber se o governador (Sérgio) Cabral, responsável por essa operação, consegue se alimentar em Paris com os R$ 950 que são pagos a esses homens e mulheres.”
Música de Domingo – Queen
O Queen começou em 1968, quando Brian May e Tim Staffel resolveram montar a banda Smile. Através de um anúncio no mural da faculdade, conheceram o baterista Roger Taylor. O grupo chegou a gravar uma demo que não foi muito bem sucedida, mas chamou a atenção de Faroukh Bulsara, que mais tarde adotaria o nome Freddie Mercury.
Em 1970, já com o nome Queen e Freddie no lugar de Tim, encontraram o baixita John Deacon, que também passou a fazer parte do grupo.
O primeiro álbum da banda, "Queen", saiu em 1973, seguido de "Queen II" e de "Sheer Heart Attack". Porém foi o quarto disco, "A Night At The Opera", que lançou a banda ao estrelato. Hits como "I'm Love with My Car", "Love of My Life", "The Prophet's Song" e principalmente "Bohemian Rhapsody", levaram o Queen ao primeiro lugar das paradas.
A mistura de rock n'roll com corais e os shows espetaculares não demoraram para impressionar os críticos e conquistar milhões de fãs.
Em 1976, "A Day at the Races" trouxe músicas mais pesadas, como "Tie Your Mother Down" e "White Man". No ano seguinte "News of The World" emplacou os sucessos "We Will Rock You" e "We Are the Champions". Na década de 80 a banda começou a inserir algumas mudanças na sua música. "The Game", de 1980, mostrava o interesse do Queen pela música eletrônica. Apesar disso, o álbum fez sucesso com "Another One Bites in The Dust" e "Crazy Little Thing Called Love".
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Em 1970, já com o nome Queen e Freddie no lugar de Tim, encontraram o baixita John Deacon, que também passou a fazer parte do grupo.
O primeiro álbum da banda, "Queen", saiu em 1973, seguido de "Queen II" e de "Sheer Heart Attack". Porém foi o quarto disco, "A Night At The Opera", que lançou a banda ao estrelato. Hits como "I'm Love with My Car", "Love of My Life", "The Prophet's Song" e principalmente "Bohemian Rhapsody", levaram o Queen ao primeiro lugar das paradas.
A mistura de rock n'roll com corais e os shows espetaculares não demoraram para impressionar os críticos e conquistar milhões de fãs.
Em 1976, "A Day at the Races" trouxe músicas mais pesadas, como "Tie Your Mother Down" e "White Man". No ano seguinte "News of The World" emplacou os sucessos "We Will Rock You" e "We Are the Champions". Na década de 80 a banda começou a inserir algumas mudanças na sua música. "The Game", de 1980, mostrava o interesse do Queen pela música eletrônica. Apesar disso, o álbum fez sucesso com "Another One Bites in The Dust" e "Crazy Little Thing Called Love".
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sábado, 4 de junho de 2011
Palocci e a terra lavada em sangue no Pará
O desconforto, pra dizer o mínimo, em que a mídia oligopolizada colocou o governo Dilma com a descoberta da multiplicação da fortuna (no sentido material, não no sentido maquiavélico) de Antonio Palocci, o mais tucano dos petistas, está tirando o foco de fatos tão ou mais importantes que o enriquecimento do ministro da Casa Civil.
Enquanto jornais, revistas, emissoras de tv e rádio, e internet discutem dia e noite até quando a Presidenta Dilma conseguirá manter um ministro zumbi, no Pará vários ambientalistas estão sendo assassinados debaixo da omissão leniente do Estado e da certeza, por parte dos mandantes, de que esses crimes serão impunes.
A prevaricação de Palocci e seu inconseqüente vislumbre e apego ao poder, sem querer adentar no terreno pantanoso e fétido da moral farisaica adotada pela oposição de direita, vem denotar um perfil megalomaníaco e egocêntrico. Palocci além de não ter condições éticas para ser mantido num dos cargos mais importantes da República (res publica, “coisa do povo”), não pode ser o interlocutor de um governo que tem por meta avançar nas conquistas sociais obtidas nos últimos oito anos.
Aliás, essas conquistas sociais só tomaram impulso a partir do momento em que Palocci foi defenestrado do governo Lula pela opinião publica. Não é difícil imaginar as dificuldades contra as quais Fernando Haddad e Patrus Ananias, para ficar apenas nesses dois exemplos, respectivamente ministros da Educação e do Desenvolvimento Social, enfrentariam caso o desenvolvimentista Guido Mantega não tivesse ocupado o Ministério da Fazenda, antes ocupado pelo ortodoxismo monetarista de Antonio Palocci.
Durante o segundo turno da eleição presidencial escrevi que considero a arrogância irmã da ingenuidade, e foi justamente uma ou outra a responsável pela opção por colocar Erenice Guerra no posto de ministra da Casa Civil. A mesma conclusão tirei quando a Presidenta Dilma nomeou Palocci para o mesmo cargo, afinal a carga explosiva presa ao corpo do ex-prefeito de Ribeirão Preto possui detonador fácil de ser manipulado e a oposição farisaica esperou apenas o momento em que precisasse usá-lo. Ademais, desde que Palocci deixou transparecer em atos e palavras sua idolatria pelo deus Mercado, que perdeu boa parte – ou toda – do respaldo que guardava dentro do próprio Partido dos Trabalhadores, que por sua vez sempre entendeu serem coisas distintas pragmatismo/governabilidade de mudança programática/ortodoxia econômica.
Contudo, a necessidade de detonar a bomba presa a Palocci veio quando o ministro surgia como o negociador privilegiado contra a aberração representada no retrocesso em si que é o novo (sic) Código Florestal.
E é na esteira da aprovação do novo Código Florestal que o sangue daqueles que ousam não se calar está sendo vertido no Pará, exatamente onde uma elite local insatisfeita com a impossibilidade de obter o poder sobre o Estado, move-se para criar a sua própria unidade (Carajás).
A truculência da direita, incapaz de ganhar a opinião pública na base das idéias e da mobilização de militância, encontraram na megalomania e no egocentrismo de Palocci, o “homem do mercado”, a oportunidade de tirar o foco pela disputa de terras na região norte, o que de fato está por trás do novo Código Florestal e é responsável direta pelos assassinatos anunciados ocorridos no Pará.
Enquanto jornais, revistas, emissoras de tv e rádio, e internet discutem dia e noite até quando a Presidenta Dilma conseguirá manter um ministro zumbi, no Pará vários ambientalistas estão sendo assassinados debaixo da omissão leniente do Estado e da certeza, por parte dos mandantes, de que esses crimes serão impunes.
A prevaricação de Palocci e seu inconseqüente vislumbre e apego ao poder, sem querer adentar no terreno pantanoso e fétido da moral farisaica adotada pela oposição de direita, vem denotar um perfil megalomaníaco e egocêntrico. Palocci além de não ter condições éticas para ser mantido num dos cargos mais importantes da República (res publica, “coisa do povo”), não pode ser o interlocutor de um governo que tem por meta avançar nas conquistas sociais obtidas nos últimos oito anos.
Aliás, essas conquistas sociais só tomaram impulso a partir do momento em que Palocci foi defenestrado do governo Lula pela opinião publica. Não é difícil imaginar as dificuldades contra as quais Fernando Haddad e Patrus Ananias, para ficar apenas nesses dois exemplos, respectivamente ministros da Educação e do Desenvolvimento Social, enfrentariam caso o desenvolvimentista Guido Mantega não tivesse ocupado o Ministério da Fazenda, antes ocupado pelo ortodoxismo monetarista de Antonio Palocci.
Durante o segundo turno da eleição presidencial escrevi que considero a arrogância irmã da ingenuidade, e foi justamente uma ou outra a responsável pela opção por colocar Erenice Guerra no posto de ministra da Casa Civil. A mesma conclusão tirei quando a Presidenta Dilma nomeou Palocci para o mesmo cargo, afinal a carga explosiva presa ao corpo do ex-prefeito de Ribeirão Preto possui detonador fácil de ser manipulado e a oposição farisaica esperou apenas o momento em que precisasse usá-lo. Ademais, desde que Palocci deixou transparecer em atos e palavras sua idolatria pelo deus Mercado, que perdeu boa parte – ou toda – do respaldo que guardava dentro do próprio Partido dos Trabalhadores, que por sua vez sempre entendeu serem coisas distintas pragmatismo/governabilidade de mudança programática/ortodoxia econômica.
Contudo, a necessidade de detonar a bomba presa a Palocci veio quando o ministro surgia como o negociador privilegiado contra a aberração representada no retrocesso em si que é o novo (sic) Código Florestal.
E é na esteira da aprovação do novo Código Florestal que o sangue daqueles que ousam não se calar está sendo vertido no Pará, exatamente onde uma elite local insatisfeita com a impossibilidade de obter o poder sobre o Estado, move-se para criar a sua própria unidade (Carajás).
A truculência da direita, incapaz de ganhar a opinião pública na base das idéias e da mobilização de militância, encontraram na megalomania e no egocentrismo de Palocci, o “homem do mercado”, a oportunidade de tirar o foco pela disputa de terras na região norte, o que de fato está por trás do novo Código Florestal e é responsável direta pelos assassinatos anunciados ocorridos no Pará.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Muito além dos muros da escola – Parte 2
O artigo produzido pelos professores Tiago Barbosa Mafra e Ana Paula Ferreira traz uma análise mais refletida e honesta sobre a Educação no Brasil. Uma análise bem distinta daquela visão distorcida sobre a Educação vendida pela mídia oligopolizada e comprada pelo senso-comum que grassa sobre o tema, com muitos “especialistas” apontando soluções simplórias. Muito além dos muros da escola e muito além dos interesses nem sempre escusos da mídia oligopolizada, a escola no Brasil – e pelo o que tenho acompanhado em boa parte do mundo também – passa por uma profunda crise de identidade muito maior que o senso comum imagina e mais complexa que qualquer solução simplória possa resolver.
Vamos lembrar que o acesso à educação ou a educação de massa é algo relativamente novo, só implantado após as Revoluções Burguesas e a conseqüente Revolução Industrial, sempre atendendo a reprodução do sistema. Num mundo altamente informatizado e interligado, com avanços tecnológicos que atropelam o dia-a-dia e antecipam transformações dentro da sociedade, modificando as formas de relação existentes, a negação da tradição surge da forte sensação de mal-estar em tudo aquilo que de algum modo se refere à sociedade imediatamente anterior, já tida como arcaica.
Está aí um dos motivos – obviamente não o único – dessa inegável crise de identidade vivenciada dentro das escolas.
Todavia, como ficou bem ressaltado no artigo Muito Além dos Muros da Escola, jogar toda a responsabilidade pela baixa qualidade da educação na gestão escolar e no corpo docente, atende ao apelo que o deus Mercado faz diuturnamente para que a Educação seja tratada como apêndice do próprio mercado. Não considerar todas as variáveis embutidas numa educação – de qualidade ou não – só pode fazer sentido se tiver por trás, justamente, o objetivo mercadológico.
Desconsiderar o ambiente social e as transformações ocorridas tanto no núcleo familiar quanto na sociedade como um todo nas últimas décadas, além de não parecer inteligente, denota o viés autoritário do sistema capitalista.
Como não considerar o ambiente social quando numa madrugada uma educanda de 12 anos de idade se vê obrigada, no desespero, a ajudar a mãe na hora do parto do quarto irmão materno e depois que uma ambulância chega à residência e leva à mãe, essa educanda ainda fica encarregada de retirar todo o sangue vertido no banheiro durante o parto? Ou então quando um educando, esse um pouco mais velho, 13 anos de idade, perde o pai, moto- taxista, num acidente de trânsito? Primeiro detalhe: o pai morreu porque simplesmente cochilou na direção da moto numa madrugada, após trabalhar várias noites seguidas e dobrar o turno realizando outros trabalhos durante o dia. Segundo detalhe: esse educando tem outros três irmãos, sendo o caçula recém-nascido e o mais velho portador de necessidades especiais.
Caso a solução encontrada pelos sabujos admiradores do deus Mercado para melhorar a qualidade da Educação seja a imposição de se retirar da gestão escolar e do corpo docente a capacidade de enxergar os educandos como seres individuais, coibindo os responsáveis pela educação formal de interpretar as individualidades existentes em cada educando (ser humano), transformando a escola num ente desconectado da comunidade onde está inserida, então talvez tenhamos uma resposta simplória para a sua crise de identidade. Porém incorreremos no erro de o remédio ser pior que a doença e por fim matar o enfermo. Entenda-se por enfermo não apenas a Escola, mas a Sociedade inteira.
P.S. Os casos citados sobre a educanda de 12 e o educando de 13 anos são verídicos e narrados a mim pelas próprias personagens envolvidas.
Vamos lembrar que o acesso à educação ou a educação de massa é algo relativamente novo, só implantado após as Revoluções Burguesas e a conseqüente Revolução Industrial, sempre atendendo a reprodução do sistema. Num mundo altamente informatizado e interligado, com avanços tecnológicos que atropelam o dia-a-dia e antecipam transformações dentro da sociedade, modificando as formas de relação existentes, a negação da tradição surge da forte sensação de mal-estar em tudo aquilo que de algum modo se refere à sociedade imediatamente anterior, já tida como arcaica.
Está aí um dos motivos – obviamente não o único – dessa inegável crise de identidade vivenciada dentro das escolas.
Todavia, como ficou bem ressaltado no artigo Muito Além dos Muros da Escola, jogar toda a responsabilidade pela baixa qualidade da educação na gestão escolar e no corpo docente, atende ao apelo que o deus Mercado faz diuturnamente para que a Educação seja tratada como apêndice do próprio mercado. Não considerar todas as variáveis embutidas numa educação – de qualidade ou não – só pode fazer sentido se tiver por trás, justamente, o objetivo mercadológico.
Desconsiderar o ambiente social e as transformações ocorridas tanto no núcleo familiar quanto na sociedade como um todo nas últimas décadas, além de não parecer inteligente, denota o viés autoritário do sistema capitalista.
Como não considerar o ambiente social quando numa madrugada uma educanda de 12 anos de idade se vê obrigada, no desespero, a ajudar a mãe na hora do parto do quarto irmão materno e depois que uma ambulância chega à residência e leva à mãe, essa educanda ainda fica encarregada de retirar todo o sangue vertido no banheiro durante o parto? Ou então quando um educando, esse um pouco mais velho, 13 anos de idade, perde o pai, moto- taxista, num acidente de trânsito? Primeiro detalhe: o pai morreu porque simplesmente cochilou na direção da moto numa madrugada, após trabalhar várias noites seguidas e dobrar o turno realizando outros trabalhos durante o dia. Segundo detalhe: esse educando tem outros três irmãos, sendo o caçula recém-nascido e o mais velho portador de necessidades especiais.
Caso a solução encontrada pelos sabujos admiradores do deus Mercado para melhorar a qualidade da Educação seja a imposição de se retirar da gestão escolar e do corpo docente a capacidade de enxergar os educandos como seres individuais, coibindo os responsáveis pela educação formal de interpretar as individualidades existentes em cada educando (ser humano), transformando a escola num ente desconectado da comunidade onde está inserida, então talvez tenhamos uma resposta simplória para a sua crise de identidade. Porém incorreremos no erro de o remédio ser pior que a doença e por fim matar o enfermo. Entenda-se por enfermo não apenas a Escola, mas a Sociedade inteira.
P.S. Os casos citados sobre a educanda de 12 e o educando de 13 anos são verídicos e narrados a mim pelas próprias personagens envolvidas.
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